Autores representantes da historiografia marxista no Brasil da segunda metade do século XX, como Emília Viotti da Costa, Clóvis
Moura e Jessé de Souza, possuíam o consenso de que o pensamento da democracia racial no Brasil não passava de um MITO, porque
I- o mito da democracia racial expressava a ideia de que a escravidão não foi tão dura e cruel porque existia harmonia entre os
senhores e escravos.
II- a igualdade racial propagada se baseava no conceito de miscigenação como se a mistura étnica no Brasil tivesse ocorrido com
naturalidade e sem violência.
III- as questões raciais, ao serem tratadas como democráticas, ocultavam os conflitos e contradições sociais herdadas do período
colonial e da escravidão
IV- a suposta democracia racial impulsiona o racismo velado e a manutenção da desigualdade social entre negros e brancos.
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