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#3571154

Por questões éticas, ensaios clínicos randomizados duplo-cego controlados não são feitos incluindo gestantes, portanto, as informações quanto à eficácia e segurança dos psicofármacos nessa população vem de estudos observacionais, sobretudo coortes retrospectivas. Diante disso, não podemos considerar nenhum psicofármaco como totalmente seguro na gestação, assim como não podemos desconsiderar os riscos dos transtornos mentais graves para a gestação e para o vínculo mãe-bebê. Alguns princípios devem nortear a prescrição de psicofármacos na gestação. É correto afirmar que NÃO inclui um desses princípios:

  • mulheres grávidas devem ser tratadas com a menor dose efetiva dos psicofármacos, portanto devem usar doses inferiores àquelas indicadas como dose mínima terapêutica para a população geral.
  • para decidir quanto à prescrição ou não de medicação, deve-se considerar o diagnóstico, a gravidade do quadro atual e dos episódios anteriores, o risco de recaída/recorrência e os riscos do transtorno mental para a mulher e para o bebê.
  • sempre que possível, é preferível usar monoterapia
  • quando possível, é preferível usar medicações que também sejam compatíveis com a amamentação para que possam ser continuadas no pós-parto.
  • fármacos com meia-vida mais curta, sem metabólitos ativos e com maior grau de ligação a proteínas, em geral, devem ser preferidos.
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