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#2612298

Leia o trecho de uma redação escolar de um menino de 12 anos. Ele descreve seu cotidiano de operário, enfiando linhas nas agulhas dos teares, nos anos 1880. "Assim que me levanto pela manhã, tenho que descer as escadas até o porão, para começar minha jornada. São mais ou menos cinco e meia da manhã. Aí eu tenho que enfiar as linhas nas agulhas dos teares até as sete horas e só então tomo o café-da-manhã. Depois volto ao trabalho até a hora de ir para a escola. Quando a escola termina, às onze horas, vou para casa e volto para as agulhas até às doze horas. Almoço e volto a trabalhar até pouco antes de uma da tarde. Retorno à escola, onde aprendo muitas coisas úteis. Quando chego em casa, trabalho até escurecer. Aí janto. Depois da janta, trabalho novamente até as dez da noite. Às vezes, quando o trabalho é urgente, fico até às onze da noite no porão. Depois digo aos meus pais boa noite e vou dormir.

É assim todos os dias”. As indústrias entre os séculos XVIII e XIX aumentaram muito os casos de exploração infantil porque:

  • o aumento expressivo da população levava a uma demanda crescente por mão de obra operária.
  • a precariedade de condições dos operários desse período os obrigava a aceitar a exploração extrema.
  • era mais barato contratarem mulheres e crianças, que ganhavam salários menores do que homens adultos.
  • não dependiam mais da força ou conhecimento do trabalhador, crianças podiam alimentar as máquinas.
  • as famílias operárias se multiplicavam tendo em vista a possibilidade de usar os filhos como fonte de renda.
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