Leia o “Soneto de fidelidade”, de Vinícius de Moraes:
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto,
Que mesmo em face do maior encanto,
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure,
Quem sabe a morte, angústia de quem vive,
Quem sabe a solidão, fim de quem ama,
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama,
Mas que seja infinito enquanto dure.
Leia as afirmativas a seguir, feitas sobre o texto:
I. No início, observa-se a presença de um hipérbato, já
que houve uma troca na sequência normal dos
termos da oração.
II. No oitavo verso (“Ao seu pesar ou seu
contentamento”), os substantivos antitéticos
expressam uma ideia contraditória.
III. No sétimo verso (“E rir meu riso e derramar meu
pranto”) existe um pleonasmo; porém, devido ao seu
valor enfático, não podemos considerá-lo vicioso.
IV. A palavra “chama”, no penúltimo verso, é uma
metonímia de um termo anteriormente expresso:
amor.
V. O poema, em sua totalidade, expressa o grande
amor do poeta por uma mulher.
Assinale a alternativa correta:
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