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#3486898

Paciente masculino, 42 anos, professor universitário, apresenta quadro depressivo em remissão parcial após episódio grave. Mantém queixas significativas de disfunção executiva, documentadas em avaliação neuropsicológica: dificuldade no planejamento e organização de atividades, procrastinação frequente, prejuízo na gestão do tempo e falhas na implementação de rotinas saudáveis. Mantém capacidade intelectual preservada (WAIS-III: QI Total = 125), mas com comprometimento específico em testes de funções executivas (Wisconsin Card Sorting Test: percentil <10; Trail Making Test parte B: z-score -2.3). Demonstra insight e motivação para intervenções de reabilitação.
Considerando as evidências em reabilitação cognitiva e as estratégias de manejo de disfunção executiva, a abordagem terapêutica mais apropriada para esse paciente é

  • iniciar reabilitação com sessões diárias de mindfulness e técnicas de meditação, indicando estas como primeira linha para disfunção executiva.
  • iniciar psicoterapia de orientação psicodinâmica para compreensão dos aspectos emocionais relacionados às dificuldades executivas, estabelecendo insight como pré-requisito para intervenções cognitivas estruturadas.
  • realizar treino cognitivo computadorizado intensivo focado em exercícios de funções executivas, reconhecendo essa modalidade suficiente para recuperação dos déficits documentados.
  • implementar programa de reabilitação cognitiva com estratégias compensatórias, incluindo agenda eletrônica, rotinas estruturadas de sono e atividade física, e técnicas de planejamento com decomposição de tarefas.
  • postergar intervenções de reabilitação cognitiva até remissão completa dos sintomas depressivos, priorizando a otimização do tratamento farmacológico neste momento.
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