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#2919854

Muitas vezes, os pacientes portadores de cardiopatias apresentam-se descompensados sistemicamente. Os cuidados com a higiene bucal são de suma importância em pacientes cardiopatas, pois qualquer processo infeccioso pode agravar o quadro clínico e dificultar o tratamento. Portanto, o acompanhamento desses casos é imprescindível para a erradicação de eventuais focos infecciosos e, assim, a diminuição das complicações relacionadas. Sobre a relação entre as cardiopatias, suas complicações e o tratamento odontológico, podemos afirmar que:

  • a higiene bucal inadequada e o acompanhamento profissional esporádico reduzem significativamente a progressão da ocorrência de doenças respiratórias entre pacientes cardiopatas de alto risco, principalmente nos pacientes internados em UTI.
  • a fase mais crítica pós-infarto agudo do miocárdio são as primeiras 3 semanas e, portanto, nesse período o tratamento odontológico deve ser evitado, com exceção dos casos de urgências como as pulpites e abscessos.
  • em pacientes com higienização inadequada, dos primeiros dias aos seis primeiros meses pós-infarto, as chances de colonização bacteriana passam a ser maiores, favorecendo o desenvolvimento de um quadro de pneumonia nosocomial.
  • o tratamento odontológico de pacientes infartados deve ser conduzido de maneira a maximizar a quantidade de procedimentos executados, com consultas longas e, preferencialmente, com sedação complementar.
  • nos casos das cirurgias de revascularização cardíaca a fase mais crítica são as primeiras 24 horas, sendo assim, deve ser evitada a realização o tratamento odontológico, com exceção dos casos de urgências como as pulpites e abscessos.
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