(...) a história de tantos anos de repressão militar na América Latina tem sido apagada e distorcida (...). Isso
envolveu a construção e propagação de um discurso histórico que, além de desconsiderar, renegar e/ou
diminuir os crimes humanitários cometidos e os movimentos de resistência, dificulta o desenvolvimento de
políticas públicas efetivas de reparação histórica e de uma reflexão social sobre as consequências desses
regimes no contexto sociopolítico e econômico atual e futuro. No entanto, a Arqueologia da Repressão e da
Resistência pode desempenhar um papel fundamental na reversão desse quadro, principalmente se
considerarmos a importância do estudo da materialidade nesse cenário. Afinal, (...) as histórias das vítimas
de violência política (como da violência institucional dos regimes civis-militares) são histórias subalternas
como as dos povos colonizados, dos negros e das mulheres, que não têm voz nos registros oficiais – quase
sempre atrelados (...) às fontes de poder.
(LEMOS, Caroline Murta. A violência institucional do terrorismo de Estado e suas materialidades: por uma Arqueologia da
Repressão e da Resistência. In ROSIGNOLI, Bruno; et al. (Orgs.). Arqueología de la dictadura en Latinoamérica y Europa.
Oxford: BAR, 2020.)
Com base no trecho acima, é corretor afirmar que a Arqueologia
Autenticação
Limite Diário Atingido
Você atingiu o limite de 10 questões diárias para usuários sem plano. Ao se tornar um membro, você poderá:
Resolver mais questões e melhorar seu desempenho.
Acessar conteúdo exclusivo da IAProvatec.
Potencializar seus estudos com estatísticas avançadas.
Que tal se tornar um membro agora e aproveitar todos os recursos da plataforma?