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#3672955

Uma mulher de 55 anos, previamente hígida, é submetida à retossigmoidectomia eletiva por doença diverticular recorrente. A cirurgia foi realizada com preparo de cólon prévio e adequado e transcorreu sem intercorrências, sendo realizada anastomose primária. No pós-operatório, evoluiu satisfatoriamente nos primeiros dias, recebendo dieta progressiva com aceitação adequada. No sexto dia do pós-operatório, iniciou quadro de febre persistente com temperaturas de até 39,3 ºC. Ao exame, a ferida operatória se encontra limpa e seca, sem sinais de infecção ou coleções. A ausculta pulmonar é limpa, e o abdome é flácido, sem sinais de peritonite. Não há sintomas urinários ou secreções em cateteres.


Com base na conduta mais adequada para o caso, assinale a alternativa correta.

  • A febre após mais de 72 horas de pós-operatório provavelmente está relacionada à atelectasia, devendo-se aguardar melhora espontânea e administrar a febre com antitérmicos.
  • O uso empírico de antibióticos deve ser iniciado imediatamente, mesmo antes da coleta de exames laboratoriais devido ao risco iminente de sepse.
  • Hemoculturas somente devem ser coletadas se houver sinais de infecção em órgãos alvo como na suspeita de pneumonia ou infecção urinária.
  • A persistência de febre sem foco definido após o quinto dia de pós-operatório exige a realização de tomografia computadorizada para avaliação de focos abdominais de infecção oculta.
  • Uroculturas com mais de 103 UFC/mL são definidoras de infecção do trato urinário mesmo em pacientes assintomáticos.
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