A flutuação cambial também nos ensinou uma importante lição. Uma vez liberalizados os fluxos de capitais
no plano global, tem havido quase nenhuma diferença
se as taxas de câmbio são fixas ou flutuantes. Já em
1978, James Tobin, um economista keynesiano da Universidade de Yale e futuro prêmio Nobel, apontou para
o problema central. “O debate sobre o regime cambial
mais apropriado negligencia um problema essencial: o
problema fundamental é a excessiva mobilidade dos
fluxos de capitais de curto prazo. As economias nacionais e os governos nacionais não são capazes de conter os enormes efeitos dos movimentos de capitais sobre as respectivas taxas de câmbio, sem comprometer
os principais objetivos das políticas econômicas nacionais com respeito ao crescimento econômico, à criação
de empregos e à estabilidade inflacionária”.
RODRIK, D. The Globalization paradox: democracy and the
future of the world economy. New York:W.W. Norton & Company,
2011, p.107. Tradução livre e adaptada.
O trecho acima refere-se aos impactos da globalização
econômica na esfera
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