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Foi encontrada 1 questão.
#2045209
Texto da Questão:

Texto I

“(...) concebo umas particularidades referentes aos números, às figuras, aos movimentos e a outras coisas semelhantes, cuja verdade se revela com tanta evidência e se acorda tão bem com minha natureza que, quando começo a descobri-las, não me parece que aprendo algo de novo, mas, antes, que me recordo de algo que já sabia anteriormente, isto é, que percebo coisas que estavam já no meu espírito, embora eu ainda não tivesse voltado meu pensamento para elas.

E o que, aqui, estimo mais considerável é que eu encontro em mim uma infinidade de ideias de certas coisas que não podem ser consideradas um puro nada, embora talvez elas não tenham nenhuma existência fora do meu pensamento, e que não são fingidas por mim, conquanto esteja em minha liberdade pensá-las ou não pensá-las; mas elas possuem suas naturezas verdadeiras e imutáveis.”

(DESCARTES, René. Meditações Metafísicas. Tradução de Maria Ermantina Galvão. São Paulo: Martins Fontes, 2005. p.98-97)

Texto II

“Consiste numa opinião estabelecida entre alguns homens que o entendimento comporta certos princípios inatos, certas noções primárias (...). Seria sufi ciente para convencer os leitores, sem preconceito da falsidade desta hipótese, se pudesse apenas mostrar como os homens, simplesmente pelo uso de suas faculdades naturais, podem adquirir todo conhecimento que possuem, sem ajuda de quaisquer impressões inatas, e podem alcançar a certeza, sem quaisquer destas noções ou princípios originais.”

(LOCKE, John. Ensaio acerca do entendimento humano. Tradução de Anoar Aiex e E. Jacy Monteiro. 2.ed. São Paulo: Brasil Cultural, 1978. p.145. (Coleção Os pensadores)

Na história da filosofia, muitos filósofos, de Platão à Gadamer e Marcuse, ocuparam-se com reflexões sobre a arte. Sobre essas reflexões e concepções, podemos AFIRMAR que:

  • Para Platão, a arte não consegue representar a ordem do real, que só pode ser alcançada pela razão. Assim, para Platão a arte émimese(imitação), uma “cópia” da realidade sensível que, por sua vez, é “cópia” da realidade inteligível.
  • Aristóteles compreende a arte como uma ciência prática, uma vez que o conhecimento produzido tem um fim em si mesmo.
  • A arte é a representação objetiva da realidade para Immanuel Kant, de modo que os juízos estéticos – equivalentes aos juízos epistemológicos – são universais e necessários.
  • Hans-Georg Gadamer vê na arte o lugar privilegiado da verdade hermenêutica, a verdade como adequação do pensamento às coisas.
  • Segundo Herbert Marcuse, a arte não possui caráter político, não pode servir de crítica social, deve ser constituída de modo formalístico e instrumental.
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