A ressonância magnética cardíaca (RMC) emergiu como
uma ferramenta poderosa na avaliação de cardiopatias
congênitas e adquiridas na criança, fornecendo
informações anatômicas e funcionais detalhadas sem o
uso de radiação ionizante. Sua aplicação, no entanto,
requer indicações precisas e conhecimento de suas
capacidades e limitações. Sobre a utilização da RMC em
cardiologia pediátrica, analise as afirmativas a seguir:
I.A RMC é o método padrão-ouro para a quantificação
não invasiva do volume do shunt em comunicações
interatriais e interventriculares, calculando a relação
Qp/Qs (fluxo pulmonar/fluxo sistêmico) com base na
medida direta do fluxo na artéria pulmonar e na aorta,
superando a ecocardiografia em precisão. II.Para a avaliação de miocardite aguda, a RMC
utilizando as sequências de realce tardio com gadolínio é
capaz de identificar áreas de necrose e fibrose
miocárdica com alta sensibilidade, porém, a presença de
edema miocárdico, avaliado por sequências ponderadas
em T2, não agrega valor ao diagnóstico.
III.A principal indicação da RMC na avaliação de
pacientes com Tetralogia de Fallot operada é a
quantificação seriada da fração de regurgitação da valva
pulmonar e a avaliação dos volumes e da função do
ventrículo direito, dados cruciais para determinar o
momento ideal para a troca valvar pulmonar.
Está correto o que se afirma em:
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