Algo que me deixava irritado era a improdutiva polêmica se
cinema é arte ou não: já não me irrito, porque percebi que os
que dizem não, o fazem apenas por esporte. O esporte de irritar
os outros. Todo filme em potencial faz pensar. Do mais bobo ao
mais hermético. E o mais bobo pode ser muito mais filosófico do
que o hermético. Entretanto, quando a função é exclusivamente
entreter, ainda que faça pensar (acidentalmente), será mais
pobre. Então, se a função é de saída pensar, a chance de ser
mais rico é maior. (Paranhos, 2003.In: Revista Filosofia, Ciência & Vida. Nº 4. Editora
Escala Educacional, p. 56.) Em pouco tempo o cinema se tornou uma indústria; e hoje não
podemos falar sobre ela sem mencionarmos a indústria cultural. Nos deparamos, às vezes, com uma banalização generalizada e com uma crescente padronização dos produtos culturais, que cada vez mais se apresentam simplificados. Na
lógica da indústria cultural:
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