M.N.E., 78 anos, apresenta quadro no qual não se alimenta há 1 semana referindo estar morta, solicita aos familiares para
comprar um caixão, em que deve ser enterrada. Nas últimas 24 horas parou de falar com as pessoas e passou a não reagir quando
chamada. No último mês a família diz que estava mais isolada e pouco comunicativa, queixando-se de desânimo e não querendo ver
os netos e os filhos. Neste período emagreceu 4 kg e vem se queixando de dificuldade para dormir. Há quinze dias pediu para
suspender o almoço de domingo (“não sei se consigo cozinhar”, “minha cabeça está vazia”). Familiar informa que ao longo dos últimos
dias tem passado cada vez mais tempo na cama, sem se movimentar, falando pouco e baixo e com temática de morte. Tem antecedente psiquiátrico de quadros depressivos e ansiosos com vários episódios ao longo da vida. Já fez uso de fluoxetina (60 mg),
venlafaxina (75 mg), mirtazapina (30 mg), buspirona (15 mg) e mantém uso atual de clonazepan 1 mg à noite, sertralina 50 mg ao dia
prescrita pelo cardiologista. Faz seguimento clínico para hipertensão e diabetes.
É um importante diagnóstico diferencial:
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