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#2652620

O texto abaixo aborda os impactos da longa seca na economia.


Seca, a velha inimiga


“No Agreste de Pernambuco, Toritama ganhou espaço nas últimas duas décadas ao se consolidar como um dos principais polos de produção de jeans no Brasil, atrás apenas de São Paulo. Aseca mudou a paisagem: no lugar de ônibus com turistas em busca de peças, hoje se veem caminhões-pipa a abastecer a população e as confecções, que precisam do insumo para a lavagem desse tecido. Mais de 20 lavanderias fecharam as portas nos últimos dois anos, a produção caiu 60% e os custos aumentaram. Mas a indústria da seca prosperou. Alguns empresários investiram na compra de caminhões-pipa e na logística de distribuição de água. A esperança é de que uma barragem, construída em caráter emergencial pelo governo, possa melhorar a situação. “Se tivermos água a cada 15 dias, que era o normal, poderemos nos organizar”, afirma Edilson Tavares, prefeito da cidade. Um levantamento da Confederação Nacional dos Municípios aponta que, entre 2013 e 2015, a estiagem causou um prejuízo de 103,5 bilhões de reais na região, cifra que tende a crescer, pois a seca continua. Nos próximos meses, principalmente a partir de novembro, quando se inicia o período das chuvas, a atenção estará em São Pedro. Chuvas acima da média serão fundamentais para a região começar a regularizar seus reservatórios. No curto prazo, campanhas de racionalização estão em vigor em várias capitais, enquanto no interior dos estados o drama é mais intenso. O sinal amarelo está aceso. Para João Suassuna, pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco, a crise é resultado da falta de chuvas combinada à de planejamento, gestão e a influências políticas.”

(https://www.cartacapital.com.br/especiais/nordeste/seca-a-velha-inimiga/ acesso em 15 de outubro de 2017).


De acordo com o texto, pode-se observar o drama da crise hídrica. Analise as afirmações a seguir e marque a alternativa CORRETA.

  • Efetivamente, o poder público não tem o que fazer diante de uma seca tão prolongada como esta, pois que, neste caso, a causa da crise é exclusivamente do clima.
  • O número de empregos gerados com o crescimento do comércio de água vem compensando as demissões causadas pela redução das atividades econômicas que dependem de água.
  • Os prejuízos econômicos teriam sido evitados, caso os meteorologistas tivessem previsto com antecedência a redução prolongada das chuvas.
  • A chamada "indústria da seca" não atua mais no Brasil, conforme se tem observado a população tornou-se independente dos políticos oportunistas.
  • Enquanto muitos têm prejuízos com a seca outros lucram com a mesma, pois a crise hídrica dificulta algumas atividades econômicas, mas potencializa outras.
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