Cadernos de Questões

Provas Favoritas

Filtros Salvos

Foi encontrada 1 questão.
#2487664

Leia o texto a seguir, extraído do livro “Curso de Literatura Brasileira”, de Sergius Gonzaga (2004, p. 144), a respeito do romance “Senhora”, de José de Alencar:

Com seus dezoito/dezenove anos, Aurélia tem uma consciência improvável dos mecanismos dos mecanismos que regem as relações sociais. Parece uma doutora em economia. Além disso, o frio desprezo com que trata a sociedade é inverossímil em um contexto em que tais atitudes desafiariam radicalmente as normas do comportamento feminino. A credibilidade da personagem também se esvai quando ela nos é mostrada em sua interioridade: trata-se de menina cândida e generosa. A clivagem entre a vingadora implacável e a donzelinha quase boba não é explorada nem aprofundada por Alencar.

Considerando a clivagem mencionada por Gonzaga, assinale a alternativa na qual a personagem Aurélia Camargo NÃO apresenta o perfil inconvencional para as mulheres da época mencionado no texto anterior.

  • “Convencida de que todos os seus inúmeros apaixonados, sem exceção de um, a pretendiam unicamente pela riqueza, Aurélia reagia contra essa afronta, aplicando a esses indivíduos o mesmo estalão. Assim, costumava ela indicar o merecimento relativo de cada um dos pretendentes, dando-lhes certo valor monetário.”
  • “Já vejo que a senhora não é nada lisonjeira. Está desmerecendo aos meus dotes, acudiu a menina sublinhando a última palavra com um fino sorriso de ironia. Então não sabe, D. Firmina, que eu tenho um estilo de ouro, o mais sublime de todos os estilos, a cuja eloquência arrebatadora não se resiste?”
  • “A moça (Aurélia) travara das mãos de Seixas e o levara arrebatadamente ao mesmo lugar onde cerca de um ano antes ela infligira ao mancebo ajoelhado a seus pés a cruel afronta. − Aquela que te humilhou, aqui a tens abatida, no mesmo lugar onde ultrajou-te, nas iras de sua paixão. Aqui a tens implorando teu perdão e feliz porque te adora, como o senhor de sua alma.”
  • “A moça (Aurélia) apontou a Seixas uma cadeira próxima. − Sente-se, meu marido. Com que tom acerbo e excruciante lançou a moça esta frasemeu marido, que nos seus lábios ríspidos acerava-se como um dardo ervado de cáustica ironia!”
  • “Proferidas as últimas palavras com um acento indefinível de irrisão, a moça (Aurélia) tirou o papel que trazia passado à cinta, e abriu-o diante dos olhos de Seixas. Era um cheque de oitenta mil cruzeiros sobre o Banco do Brasil. − É tempo de concluir o mercado. Dos cem mil cruzeiros em que o senhor avaliou-se, já recebeu vinte mil; aqui tens os oitenta mil que lhe faltavam. Estamos quites e posso chama-lo meu: meu marido, pois é este o nome da convenção.”
Fale com IAgo
IAgo - Assistente IAProva
IA
Olá! Sou o IAgo, seu assistente aqui no IAProvatec 😊
Veja como posso te ajudar:
Agora