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#3696194

Uma mulher de 55 anos, diabética tipo 2 há 15 anos com controle glicêmico irregular, apresenta-se com queixa de dor em queimação e formigamento nos pés, de início insidioso há um ano, que ascendeu até os joelhos. Recentemente, passou a sentir os mesmos sintomas nas mãos. Ao exame neurológico, observa-se hipoestesia tátil, térmica e vibratória em padrão de "luvas e botas", abolição dos reflexos aquileus e hipoatividade dos patelares, com força motora e demais reflexos preservados. A eletroneuromiografia revela um padrão de polineuropatia sensitivo-motora axonal, simétrica e comprimento-dependente. Considerando o cenário clínico e etiológico mais provável, qual das seguintes opções terapêuticas representa a abordagem farmacológica de primeira linha mais apropriada para o controle do componente álgico da neuropatia desta paciente?

  • Indicação de plasmaférese ou imunoglobulina intravenosa, considerando a possibilidade de um componente autoimune sobreposto, como na polirradiculoneuropatia inflamatória desmielinizante crônica (PIDC).
  • Introdução de um antidepressivo dual (inibidor da recaptação de serotonina e noradrenalina), como a duloxetina, ou um anticonvulsivante ligante de subunidade alfa-2-delta dos canais de cálcio, como a pregabalina.
  • Início de terapia com um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS), como a fluoxetina, combinado com anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) em uso contínuo.
  • Administração de pulsoterapia com metilprednisolona intravenosa, seguida de um curso de prednisona oral, visando modular a base inflamatória da neuropatia diabética.
  • Prescrição de opioides de alta potência, como a morfina ou oxicodona, como terapia inicial para garantir alívio rápido e eficaz da dor neuropática.
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