Um paciente de 16 anos, portador de esferocitose hereditária grave, evolui com
anemia hemolítica crônica, esplenomegalia e múltiplas transfusões prévias de hemácias. Após falha
clínica com esplenectomia, foi indicado transplante alogênico de medula óssea (TMO) como opção
curativa. Sobre o suporte transfusional neste cenário, analise as assertivas a seguir:
I. Pacientes com esferocitose hereditária podem necessitar de transfusões periódicas de hemácias,
devendo-se priorizar concentrados fenotipados e leucorreduzidos, pela possibilidade de
aloimunização eritrocitária.
II. Durante e após o TMO, todas as hemácias e plaquetas devem ser irradiadas para prevenir reação
enxerto versus hospedeiro associada à transfusão.
III. A esplenectomia prévia reduz o risco de aloimunização transfusional, dispensando a necessidade
de fenotipagem estendida dos hemocomponentes.
IV. O suporte transfusional plaquetário no TMO segue protocolos gerais, com transfusão profilática
indicada quando contagens <10.000/µL, ou em níveis superiores na presença de sangramento ou
fatores de risco adicionais.
V. Em pacientes submetidos a múltiplas transfusões, a sobrecarga de ferro deve ser monitorada, e
pode ser necessária terapia quelante, mesmo após o transplante.
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