Não há educação fora das sociedades humanas e não há
homem no vazio. O esforço educativo que desenvolveu o
Autor e que pretende expor neste ensaio, ainda que tenha
validade em outros espaços e em outro tempo, foi todo
marcado pelas condições especiais da sociedade brasileira. Sociedade intensamente cambiante e dramaticamente contraditória. Sociedade em “partejamento”, que
apresentava violentos embates entre um tempo que se esvaziava, com seus valores, com suas peculiares formas de
ser, e que “pretendia” preservar-se e um outro que estava
por vir, buscando configurar-se. Este esforço não nasceu,
por isso mesmo, do acaso. Foi uma tentativa de resposta
aos desafios contidos nesta passagem que fazia a sociedade. Desde logo, qualquer busca de resposta a estes desafios implicaria, necessariamente, numa opção. Opção
por esse ontem, que significava uma sociedade sem povo,
comandada por uma “elite” superposta a seu mundo, alienada, em que o homem simples, minimizado e sem consciência desta minimização, era mais “coisa” que homem
mesmo, ou opção pelo Amanhã. Por uma nova sociedade,
que, sendo sujeito de si mesma, tivesse no homem e no
povo sujeitos de sua História. Opção por uma sociedade
parcialmente independente ou opção por urna sociedade
que se “descolonizasse” cada vez mais. Que cada vez mais
cortasse as correntes que a faziam e fazem permanecer
como objeto de outras, que lhe são sujeitos
No trecho, ao mencionar que a sociedade estava em
“partejamento” e vivenciava “violentos embates” entre um tempo que se esvaziava e outro que buscava
configurar-se, o Autor evidencia que:
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