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#1675406

“Para os EUA, o novo governo congolês de Maurice Lumumba parecia ser mais uma ameaça de esquerda do Terceiro Mundo, uma ameaça ainda pior diante das imensas riquezas naturais do Congo, que incluíam urânio. Ao voltar a Kinshasa, Lumumba criticou o Secretário Geral das Nações Unidas porque as forças da ONU não estavam apoiando seu governo. Em dezembro de 1960, Lumumba foi capturado, torturado e assassinado sob os olhares de ‘ministros’ de Katanga e oficiais belgas”.
Adaptado de WESTAD, Odd Arne. The global Cold War, p. 137-140.
Os congoleses compõem atualmente a 5ª nacionalidade com mais refugiados no Brasil. Em janeiro de 2022, o assassinato do jovem Moïse Kabagambe, no Rio de Janeiro, reacendeu o debate sobre as guerras civis no Congo e a situação de seus refugiados. Um professor de História partiu deste caso para incentivar um debate que articulasse descolonização da África, Guerra Fria e imigrações no século XXI.
A proposta didática de conectar os processos de descolonização da África, durante a Guerra Fria, e o dilema global dos refugiados no século XXI, permite ao docente de história 

  • associar a descolonização da África ao processo de redemocratização no Brasil.
  • atribuir a violência política do processo de independência do Congo às características da sociedade congolesa.
  • compreender a atualidade da relação entre descolonização e racismo a partir do episódio do assassinato de Moïse.
  • comparar a cultura colonialista e etnocêntrica da sociedade belga com a tradição da democracia racial brasileira.
  • identificar a intolerância e as motivações étnicas que levaram à derrubada de Lumumba e à perseguição de Moïse.
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