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#1987350

Numa entrevista concedida ao Jornal O Progresso (08/10/2016), Paulo Roberto Cimó Queiroz, professor doutor de História Econômica da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), abordou a questão da divisão do estado de Mato Grosso, ocorrida em 11 de outubro 1977, suas motivações e seus resultados:
“Havia muitas intenções relacionadas à divisão do estado, o então Mato Grosso. (...)
A meu ver, o balanço é positivo, sem dúvida. Quase 40 anos após a divisão, acho que os mato-grossenses, os sul-mato-grossenses e os brasileiros em geral, mais ganhamos que perdemos. É claro que nunca vamos saber como seria a situação se não houvesse ocorrido a divisão. Mas isso não importa; o que importa é avaliar o que se passou e, claro, as perspectivas futuras.”
Passados 40 anos da divisão do estado de Mato Grosso, e dos muitos desafios ainda por vir, pode-se afirmar que:

  • o estado do Mato Grosso do Sul, considerado como “estado modelo”, cedo se desenvolveu e se consolidou, ajudado, entre outros motivos, pelo fato de ter conseguido eleger diretamente seus governadores desde então
  • os problemas envolvendo os povos indígenas, que se arrastavam desde o século XIX, período em que mais se titulou terras em áreas indígenas, foram resolvidos plenamente, seja pelos governos dos dois estados, seja pelo governo federal
  • a ideia de redivisão do território de Mato Grosso não foi “inventada” no governo Geisel (03/1974 - 04/1979), pois tratava-se de um antigo projeto, dos tempos do Império, que era o de se estabelecer um maior equilíbrio entre as províncias
  • a estratégia política do governo federal à época da divisão do estado, era a de assegurar um maior número de deputados e de senadores do partido do governo, que preparava-se para o processo eleitoral pelo voto direto para presidente
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