A argumentação deve basear-se nos são
princípios da lógica. Entretanto, nos debates, nas
polêmicas, nas discussões que se travam a todo
instante, na simples conversação, na imprensa, nas
assembleias ou agrupamentos de qualquer ordem,
nos parlamentos, a argumentação não raro se
desvirtua, degenerando em “bate-boca” estéril,
falacioso ou sofismático. Em vez de lidar apenas
com ideias, princípios ou fatos, o orador descamba
para o insulto, o xingamento, a ironia, o sarcasmo,
enfim, para invectivas de toda ordem, que
constituem o que se costuma chamar de argumento
ad hominen; [...] Tampouco valem como
argumentos os preconceitos, as superstições ou as
generalizações apressadas que se baseiam naquilo
que a lógica chama, como já vimos, juízos de
simples inspeção.
(Garcia, Othon M. Comunicação em prosa moderna: aprenda a
escrever, aprendendo a pensar. 27. Ed. Rio de Janeiro: Editora
FGV, 2010, p.380-381)
Em relação à construção verbal “deve basear-se”, no contexto em que se encontra, é correto
afirmar que:
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