O microscópio eletrônico apresenta um poder de resolução
potencialmente superior ao do microscópio de luz, atingindo valores
inferiores a 1 nanômetro. Nesse sentido, o uso da microscopia
eletrônica favorece realizar a correlação das suas imagens,
aprofundando o estudo de biofilmes e da biocorrosão.
O aço inoxidável, embora seja um metal resistente a biocorrosão, é
susceptível a formação de biofilme. A deposição de biofilme sobre a
superfície do aço inoxidável ocorre porque ele possui uma superfície
homogênea coberta de óxido e livre de produtos de corrosão,
favorecendo, assim, a aderência microbiana ao metal. Após algumas
semanas de exposição do aço inoxidável ao ambiente marinho, sua
superfície se encontra recoberta por um
biofouling complexo,
constituído principalmente por bactérias, material particulado e
microrganismo de dimensões maiores como algas, diatomáceas e
protozoários. A imagem abaixo mostra, segundo Videla (2003), por
microscopia eletrônica, o protozoário
Zoothamnium sp. fixado o
sobre aço inoxidável logo após a exposição da superfície à água do
mar natural (escala: 10 μm).
Através da imagem é possível notar que o aço inoxidável, apesar de
ser resistente à corrosão, a atividade metabólica dos
microrganismos no interior dos depósitos de
biofouling pode
influenciar as reações eletroquímicas do processo de corrosão. A
correlação dessa imagem com os estudos de biofilmes e da
biocorrosão só foi possível a partir de uma metodologia que é
revelada pela