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#3696532

Um lactente de 6 meses, sexo masculino, previamente hígido, é levado ao pronto-socorro com história de início súbito há 12 horas de crises de choro intenso, intermitentes, durante as quais ele flexiona as pernas sobre o abdome. Entre as crises, que duram poucos minutos, a criança fica pálida e apática. A mãe relata que ele teve dois episódios de vômitos não biliosos e, na última troca de fralda, notou fezes com aspecto de "geleia de framboesa". Ao exame físico, o lactente está letárgico, com abdome discretamente distendido e doloroso à palpação, principalmente em quadrante superior direito, onde se palpa uma massa mal definida, com formato "de salsicha". Diante deste quadro, qual a conduta apropriada?

  • Tratar como um quadro de gastroenterite aguda com cólicas intensas, iniciar hidratação oral e sintomáticos, e orientar o retorno se houver piora, uma vez que a presença de fezes com muco e sangue pode ocorrer em quadros infecciosos e a massa palpável pode ser apenas alças intestinais contraídas.
  • Iniciar imediatamente a passagem de sonda nasogástrica para descompressão, hidratação venosa vigorosa e solicitar uma tomografia computadorizada de abdome com contraste, que é o padrão-ouro para o diagnóstico de invaginação, para avaliar a extensão do segmento invaginado e a presença de isquemia antes de indicar o tratamento.
  • Considerar o diagnóstico de apendicite aguda, que pode ter apresentação atípica em lactentes, e solicitar exames laboratoriais (hemograma, PCR) e manter a criança em observação clínica por 6 a 12 horas para reavaliação da evolução do quadro álgico e dos sinais flogísticos abdominais.
  • Realizar uma radiografia simples de abdome em decúbito e ortostase e, se confirmada a ausência de pneumoperitônio, iniciar antibioticoterapia de amplo espectro e encaminhar para laparotomia exploradora de urgência, por se tratar de um quadro de abdome agudo obstrutivo de resolução eminentemente cirúrgica.
  • Solicitar uma ultrassonografia de abdome com Doppler colorido, que pode revelar o sinal do "alvo" ou "pseudorrim", e, se confirmada a hipótese de invaginação intestinal e não houver sinais de peritonite ou perfuração, encaminhar o paciente para a tentativa de redução hidrostática (com soro ou bário) ou pneumática, guiada por radioscopia ou ultrassonografia.
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