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#3549270

Uma criança de 11 anos deu entrada no pronto-socorro com cefaleia e dor torácica associadas à temperatura de 38,5 ºC. Clinicamente, apresentava uma ausculta com diminuição do murmúrio vesicular na base esquerda, tempo de enchimento capilar de 4 segundos e pressão arterial de 90 x 55. Foi puncionado acesso venoso, foram iniciadas expansões volêmicas de 20 mL/kg por duas vezes no pronto-socorro, e a criança foi encaminhada para a UTI. Foram solicitados exames laboratoriais e raio-X de tórax (figura a seguir). Na entrada na UTI, constatou-se PA igual a 66 x 40.
Hemograma: Hb: 14,3; Ht: 42,5; leucócitos: 9.500 (3 metamielócitos; 7 bastonetes; 73 segmentados; 1 eosinófilo; 0 basófilo; 14 linfócitos; 2 monócitos); plaquetas: 200.000; PCR: 13,9 mg/dL (normal: abaixo de 0,5 mg/dL); TGO: 15; TGP: 15; CPK: 64; D-dímero: 226; troponina T de alta sensibilidade: 7,27 ng/L (normal: inferior a 14 ng/L).

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)
Com relação à hipótese diagnóstica, à conduta realizada no pronto-socorro (PS) e à conduta a ser realizada na UTI, assinale a alternativa correta.

  • Diagnóstico: sepse e provável choque séptico, tanto pelos critérios da American Heart Association (AHA) e do Suporte Avançado de Vida em Pediatria como pelo escore de Phoenix (2024); meningite evidenciada pela presença de cefaleia e febre, além de radiografia de tórax praticamente normal. Conduta: no PS, o liquor deveria ter sido coletado, bem como deveria ter sido iniciado antibiótico; na UTI, deve ser iniciado corticoide pela refratariedade ao volume.
  • Diagnóstico: choque, pelos critérios da American Heart Association (AHA) e do Suporte Avançado de Vida em Pediatria, mas não pelos critérios de sepse ou choque séptico do escore de Phoenix (2024). Conduta: no PS, deveria ter sido aberto protocolo de sepse por infecção de origem pulmonar e deveriam ter sido coletados lactato e gasometria, além de ter sido iniciado antibiótico; na UTI, deve-se passar cateter venoso central e iniciar adrenalina contínua.
  • Diagnóstico: sepse e provável choque séptico, tanto pelos critérios da American Heart Association (AHA) e do Suporte Avançado de Vida em Pediatria como pelo escore de Phoenix (2024); meningite evidenciada pela presença de cefaleia e febre, além de radiografia de tórax praticamente normal. Conduta: abrir protocolo de sepse, realizar tomografia de crânio, coletar liquor e iniciar antibiótico ainda no PS; na UTI, deve ser iniciada adrenalina contínua pelo acesso periférico e, depois, deve-se obter um acesso venoso central.
  • Diagnóstico: choque, pelos critérios da American Heart Association (AHA) e do Suporte Avançado de Vida em Pediatria, mas não pelos critérios de sepse ou choque séptico do escore de Phoenix (2024). Conduta: no PS, deveria ter sido iniciada dobutamina pelo aumento de área cardíaca na radiografia de tórax e provável choque cardiogênico; na UTI, deve-se reduzir a dobutamina e associar milrinona, que é a droga de escolha para o tratamento do choque cardiogênico.
  • Diagnóstico: choque, pelos critérios da American Heart Association (AHA) e do Suporte Avançado de Vida em Pediatria, mas não pelos critérios de sepse ou choque séptico do escore de Phoenix (2024). Conduta: no PS, deveria ter sido aberto protocolo de sepse por infecção de origem pulmonar e deveriam ter sido coletados lactato e gasometria, além de ter sido iniciado antibiótico; na UTI, deve-se iniciar adrenalina em veia periférica e, em até duas horas, obter acesso venoso central para manutenção da adrenalina contínua.
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