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Foi encontrada 1 questão.
#2256326
Texto da Questão:

Atenção: Para responder à questão, considere o caso hipotético abaixo.

     Joana, senhora de 63 anos, feirante de longa data, passou a errar no troco dos fregueses e na pesagem das frutas. Os filhos perceberam o ocorrido mas atribuíram ao cansaço e à correria da vida. Joana era viúva, independente, morava sozinha e trabalhava com dois de seus três filhos na sua barraca de frutas, em duas feiras livres da cidade. Quando, certo dia, Joana se dirigiu a outro local achando que estava indo para a feira daquele dia, os filhos se preocuparam e foram procurar ajuda. Em pouco tempo, Joana foi diagnosticada com Alzheimer, medicada com calmantes e medicamentos para melhorar a memória. Seus filhos foram orientados a deixar a mãe em casa com um cuidador porque ela não mais poderia morar sozinha.
     Não muito tempo depois, os filhos estavam novamente procurando ajuda médica porque a mãe estava se mostrando agressiva com as pessoas, alguns cuidadores já haviam desistido do trabalho, ela não se mostrava capaz de compreender e seguir ordens ou informações e estava bastante deprimida. 

Passaram-se alguns anos e Joana já mostrava sinais de maior dificuldade e dependência em ações cotidianas. Alimentar-se tornou-se tarefa bem difícil. Suas alterações de memória impediam-na de saber o que ou quando havia comido. Além disso, a apraxia oral prejudicava ações voluntárias como abrir a boca para colocar a porção de comida dentro e preparar o bolo alimentar na cavidade oral. Para avaliar a segurança da deglutição, o fonoaudiólogo foi acionado. Ele deve considerar em sua avaliação, junto a equipe a

  • condição nutricional da paciente. Em caso de desnutrição, deve-se considerar a terapia nutricional enteral como uma via alternativa de alimentação, pelo tempo necessário para a reabilitação sem riscos da via oral.
  • gravidade da disfagia e o prognóstico para reabilitação. Caso perceba que há boas condições de reabilitação, o fonoaudiólogo deve optar por não indicar uma via alternativa de alimentação e trabalhar a deglutição para resgatar certa autonomia no ato de alimentar-se.
  • capacidade de familiares e cuidadores compreenderem as orientações de como alimentar Joana, em aspectos como a melhor consistência dos alimentos, os utensílios mais adequados, a quantidade de alimento oferecido, já que serão eles os responsáveis por essa tarefa dali por diante.
  • escolha pela via alternativa de alimentação deve ser imediata, optando-se pela gastrostomia endoscópica percutânea, uma vez que o quadro neurológico degenerativo é progressivo.
  • capacidade cognitiva do paciente em compreender suas orientações. Caso esteja preservada, aplicar o protocolo de avaliação de qualidade de vida e deglutição para mensurar o impacto da disfagia na vida de Joana e ajudá-la na identificação e compreensão de seu próprio problema para tomada de decisão dos futuros encaminhamentos.
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