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#3583870

Paciente teve parto normal, com parto transcorrendo sem intercorrências com feto nascido com 4,0 k, sem episiotomia e apresentando laceração perineal de primeiro grau, sem sangramento na laceração. Placenta com dequitação espontânea 10 minutos após o nascimento do bebê, com revisão da placenta mostrando placenta integra e cordão umbilical com duas artérias e uma veia. Foi feito ocitocina (10 ui IM após desprendimento dos ombros). RN estava amamentando, e a paciente iniciou com sangramento vaginal importante, com grande quantidade de sangue no chão e na maca, com várias compressas encharcadas Paciente apresentou aumento da frequência cardíaca (FC 105 bpm) e queda da PA (90/60 mmHg). Em relação ao caso descrito, podemos afirmar:

  • A hemorragia pós-parto ainda não pode ser considerada, já que a paciente está hemodinamicamente estável, apesar da perda sanguínea.
  • A palpação do útero é recomendada. O esperado é que o útero esteja abaixo da cicatriz umbilical nesse momento.
  • O diagnóstico de hemorragia pós-parto só pode ocorrer se houver a perda de 1000 ml de sangue, ou seja, em torno de 10 compressas encharcadas.
  • O diagnóstico é hemorragia pós-parto primária (precoce) sendo a causa mais comum atonia uterina.
  • O ácido antifibrinolítico, tranexâmico (1g por via IM), é recomendado, diante desse quadro, seguido de agentes uterotônicos quando se tratar de atonia uterina.
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