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#3696624
Texto da Questão:

Trecho do poema Mocidade e Morte

Oh! Eu quero viver, beber perfumes
Na flor silvestre, que embalsama os ares;
Ver minh’alma adejar pelo infinito,
Qual branca vela n’amplidão dos mares.
No seio da mulher há tanto aroma…
Nos seus beijos de fogo há tanta vida…
-Árabe errante, vou dormir à tarde
A sombra fresca da palmeira erguida.

Mas uma voz responde-me sombria:
Terás o sono sob a lájea fria.

Morrer…quando este mundo é um paraíso,
E a alma um cisne de douradas plumas:
Não! O seio da amante é um lago virgem…
Quero boiar à tona das espumas.
Vem! Formosa mulher – camélia pálida,
Que banharam de pranto as alvoradas,
Minh’alma é a borboleta, que espaneja
O pó das asas lúcidas, douradas…

E a mesma voz repete-me terrível,
Com gargalhar sarcástico: – impossível!

Do poeta Castro Alves.

Nesse trecho do poema, é abordado(a):

  • o desejo de se conformar com a morte.
  • a coragem de viver um sonho dourado.
  • a relação do poeta com o seu grande amor.
  • a decisão de aproveitar os momentos com a mulher amada.
  • o inconformismo do poeta diante da morte prematura.
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