João, 48 anos, procurou atendimento ambulatorial para avaliação
de rotina. Apresentava índice de massa corporal de 32 kg/m²,
circunferência abdominal de 108 cm, hipertensão arterial
sistêmica em uso de losartana 50 mg/dia, Diabetes Mellitus tipo 2
diagnosticado há 3 anos, em uso de metformina 500 mg, duas
vezes ao dia, e dislipidemia mista. Negava etilismo significativo,
mas referia consumo eventual de até duas latas de cerveja nos
finais de semana.
Exames laboratoriais recentes mostraram: glicemia de jejum de
145 mg/dL, hemoglobina glicada de 7,8%, colesterol total de
245 mg/dL, LDL de 165 mg/dL, HDL de 35 mg/dL e triglicérides de
280 mg/dL. As aminotransferases estavam elevadas: ALT de
68 U/L (VR: 10–40) e AST de 52 U/L (VR: 10–40), com razão
AST/ALT de 0,76. Bilirrubinas, fosfatase alcalina e gama-GT
estavam normais. O hemograma completo era normal. Ao exame
físico, apresentava esteatose hepática detectada por
ultrassonografia abdominal, sem outras alterações significativas.
Considerando a doença hepática gordurosa de origem metabólica
e os achados descritos, a estratégia de rastreamento mais
adequada para avaliação de fibrose hepática é
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