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#3716268
Texto da Questão:

Leia o Texto III e responda a questão.



Texto III



O RIO DA MINHA ALDEIA  


O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,

Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha

aldeia

Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.  


O Tejo tem grandes navios

E navega nele ainda,

Para aqueles que vêm em tudo o que lá não está,

A memória das naus.


O Tejo desce de Espanha

E o Tejo entra no mar em Portugal.

Toda a gente sabe isso.  


Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia

E para onde ele vai

E donde ele vem. 

E por isso, porque pertence a menos gente,

É mais livre e maior o rio da minha aldeia. 


Pelo Tejo vai-se para o mundo.

Para além do Tejo há a América

E a fortuna daqueles que a encontram.

Ninguém nunca pensou no que há para além

Do rio da minha aldeia.


O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.

Quem está ao pé dele está só ao pé dele.  


Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa 

Nos versos “O rio da minha aldeia não faz pensar em nada. /Quem está ao pé dele está só ao pé dele”, o eu lírico deseja alcançar a: 

  • abstração, já que o princípio está fora, em algo superior ou externo.
  • imanência, já que o princípio e o fim estão no próprio ser e que a realidade se explica por si mesma.
  • valorização do passado glorioso das conquistas marítimas portuguesas.
  • superação de limites para a expansão de horizontes de sua aldeia.
  • transcendência, centrada no aspecto metafórico do rio, que vai além da matéria.
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