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#3726368

Em um hospital público de alta complexidade, o Núcleo de Segurança do Paciente identificou aumento de incidentes relacionados à administração de medicamentos e quedas em unidade de clínica médica. Em um mesmo plantão, o técnico de enfermagem vivencia três situações críticas:

Situação 1: Prescrição de medicamento de alto risco para paciente idoso com nome semelhante ao de outro paciente do mesmo quarto.
Situação 2: Solicitação informal para "adiantar" a medicação de todos os pacientes de um corredor, sem conferência individualizada, para "ganhar tempo".
Situação 3: Paciente confuso, em risco de queda, sem campainha ao alcance e com grades laterais abaixadas.

À luz da Portaria MS nº 529/2013, da RDC nº 36/2013 da ANVISA, das metas de segurança do paciente e das atribuições do técnico de enfermagem no serviço público, qual conduta é adequada?

  • Confirmar a identificação de cada paciente com, no mínimo, dois identificadores antes de administrar qualquer medicamento, especialmente os de alto risco; recusar a prática de administração em bloco sem conferência individual, explicando o risco e registrando corretamente cada administração; implementar imediatamente medidas de prevenção de quedas (elevar grades quando indicado, manter campainha acessível, orientar o paciente e comunicar ao enfermeiro) e notificar incidentes e quase-erros pelos canais institucionais de segurança do paciente.
  • Aceitar a orientação de adiantar a medicação de todos os pacientes do corredor utilizando apenas o reconhecimento visual, administrar os medicamentos de alto risco sem dupla checagem e considerar desnecessário notificar quase-erros, entendendo que, se "nada aconteceu de fato", não há motivo para registro.
  • Priorizar a agilidade do plantão em detrimento dos protocolos de segurança, aplicando medicamentos e realizando cuidados sem checagem formal, mas assinando todos os registros como se os protocolos tivessem sido seguidos, para evitar problemas com auditorias ou chefias.
  • Responsabilizar exclusivamente o enfermeiro por todas as medidas de segurança do paciente, limitando-se a executar ordens sem questionar, ainda que identifique risco iminente de queda ou de erro de medicação, pois a análise crítica não é considerada parte do papel do técnico de enfermagem.
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