Existem áreas da ciência que são muito avançadas,
enquanto outras progridem em um ritmo mais lento, sem
que muitas pessoas se deem conta do potencial que
poderiam ter se houvesse mais investimentos, pesquisas e,
claro, mais “ousadia” por parte de muitos cientistas.
Recentemente, li um artigo no qual um físico afirma que,
dentro de algum tempo, com os investimentos corretos, já
será possível controlar o clima. Isso mesmo: pelo nível
tecnológico de muitas áreas, em breve podemos estar
controlando chuvas.
Imagine as possibilidades: acabaríamos com a escassez de
água em muitas cidades no Brasil e, ao mesmo tempo,
evitaríamos enchentes como as que ocorreram na Bahia.
Não teríamos os níveis dos reservatórios tão baixos a ponto
de afetar a geração de energia e nem problemas agrícolas.
Acredito que essa “ousadia” em imaginar novas tecnologias,
algo efetivamente disruptivo para solucionar grandes
problemas da humanidade, é algo que está sendo cada vez
menos comum entre nós. há alguns anos, enquanto lia uma
bibliografia do grande gênio Nikola Tesla¹, conheci alguns
dos seus projetos como um sistema de transmissão de
energia sem fio e também uma espécie de espaçonave que
não precisaria de foguetes.
Possivelmente, alguns desses projetos de Tesla podem ter
sido apenas sonhos. Mas precisamos de cientistas,
engenheiros e empreendedores com a mesma capacidade
de sonhar, de desbravar o que hoje parece impossível.
Eu acredito que a tecnologia surge primeiramente na mente
dos visionários. É necessário um fator de motivação para
reunir dezenas ou centenas de pessoas diante de um
conjunto de problemas para, depois de muito trabalho duro,
solucionar uma grande questão. Ora, Elon Musk² quer levar o
homem a Marte. Isso por si só vai empurrar a inovação em
muitas áreas. Se formos capazes de plantar em Marte,
seremos capazes de plantar no deserto do Saara.
Se não houver inovação não haverá progresso. O futuro
exige que novas companhias, cientistas e muitos outros
profissionais surjam explorando os limites da ciência.
Talvez em 2022 possamos despertar nossas consciências
sobre a necessidade de abraçarmos o impossível para que
tenhamos um futuro melhor.
Observações:
1. Nikola Tesla: foi um inventor, engenheiro eletrotécnico e
engenheiro mecânico sérvio, mais conhecido por suas
contribuições ao projeto do moderno sistema de
fornecimento de eletricidade em corrente alternada.
2. Elon Musk: é um bilionário fundador de diversas empresas
de alta tecnologia que atuam em diversos ramos, desde
automóveis até viagens espaciais.
Leia o texto 'O impossível' e, em seguida, analise as
afirmativas abaixo:
I. No trecho “Elon Musk quer levar o homem a Marte”, a
autora faz referência a uma figura publicamente conhecida
como um recurso que atenua a força dos seus argumentos e,
assim, torna mais crível e insólito o seu ponto de vista.
II. A autora defende no texto a ideia de que a “ousadia” em
imaginar novas tecnologias é algo cada vez menos comum
entre nós. Para ela, estimular os cientistas, os
empreendedores e outros profissionais a pensar em algo
efetivamente disruptivo para solucionar grandes problemas
da humanidade é uma atitude que pode beneficiar a todos.
III. No trecho “Talvez em 2022 possamos despertar nossas
consciências sobre a necessidade de abraçarmos o
impossível para que tenhamos um futuro melhor”, a autora
traça um paralelo entre ciência, economia e sociedade para
que o leitor seja convencido de que os investimentos em
projetos científicos sempre resultam em uma melhor
qualidade de vida para todos.
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