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#2667924

Ao sistematizar as ideias de Hans Vermeer e de Katharina Reiss, Christiane Nord desenvolveu um modelo de análise textual a ser observado por tradutores. Para esses pesquisadores, a tradução é, sobretudo, um processo que envolve culturas. Como toda ação humana, a tradução também possui objetivos e intenções. A tradução está firmada sobre a óptica funcionalista. Não faz parte do pensamento funcionalista da tradução:

  • como o escopo das traduções é a equivalência linguística, uma vez que as culturas esperam uma fidelidade do profissional, o tradutor deve ter em mãos um modelo de análise textual que o guie nas tomadas de decisões, para que essa equivalência ocorra.
  • tanto fatores extratextuais (tempo e local da comunicação, por exemplo) como intratextuais (léxico e estrutura frasal, por exemplo) fazem parte de um modelo funcionalista para a tradução.
  • mesmo a tradução de textos literários pode ser guiada por propósitos funcionalistas. Afinal de contas, são textos com escopos.
  • fidelidade, em uma tradução funcionalista, está ligada à intenção do autor do texto-fonte, por isso é importante, para o tradutor, identificar a intenção do autor do texto de partida.
  • como a tradução envolve culturas, o tradutor precisa pensar em como o texto-fonte está representado na cultura de partida e em como o texto-alvo deve ser representado na cultura de chegada. Isso significa que elementos do texto-fonte (e da cultura-fonte) podem ser nulos no texto-alvo (e na cultura-alvo).
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