O sentido da história, do passado, de forma nenhuma se encontra num objeto ou no acúmulo de objetos
numa reserva técnica, mas num contexto situado; contradizer esse princípio é negar fundamentalmente a
Arqueologia, e por contexto entendemos um complexo de relações numa paisagem social, num sistema vivo.
Portanto, destruir o sítio, o lugar, a paisagem, o ambiente, para resgatar peças não legitima os beneméritos
do contrato, porque ele parte de uma premissa falsa, a de que a peça resgatada compensa, ainda que
minimamente, a destruição cientificamente questionável de um contexto.
(STUCHI, Francisco, et al. Arqueologia pelas gentes: um manifesto. Constatações e posicionamentos críticos sobre a arqueologia
brasileira em tempos de PAC. Revista de Arqueologia, vol. 26, n° 1, 2013.)
O texto acima critica um tipo de prática arqueológica e apela para um elemento do exercício da profissão de
arqueólogo. Eles são, respectivamente:
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