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#3714842

Homem de 78 anos, com insuficiência cardíaca avançada por cardiomiopatia isquêmica, FE 15%, múltiplas internações por congestão nos últimos 6 meses, classe funcional NYHA IV persistente apesar de terapêutica otimizada (IECA, betabloqueador, antagonista de mineralocorticoide, dapagliflozina e furosemida). Apresenta dispneia intensa em repouso, ortopneia, caquexia cardíaca, pressão 88/52 mmHg, frequência cardíaca 104 bpm, creatinina 2,1 mg/dL, náuseas e episódios de ansiedade. Tem ICD implantado há anos. Relata pânico noturno por sensação de “não conseguir respirar”. Ele e a família compreendem o prognóstico, expressam desejo de permanecer em casa e evitar novas internações. Considerando o manejo paliativo avançado e baseado em evidências para IC terminal, qual é a conduta mais apropriada?

  • Intensificar diurético e reavaliar em breve, pois a forma eficaz de aliviar dispneia na IC terminal é aumentar o débito urinário.
  • Implantar suporte circulatório temporário (balão intra-aórtico) como ponte para alívio sintomático em domicílio.
  • Desativar o desfibrilador, otimizar opioides para dispneia e ansiedade, considerar benzodiazepínicos conforme necessidade.
  • Manter ICD ativo e iniciar ventilação não invasiva (VNI) em casa, já que VNI prolongada melhora sobrevida e reduz ansiedade.
  • Aumentar de forma lenta o betabloqueador para controlar a taquicardia e a ansiedade.
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