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#3696886

Uma paciente de 22 anos, vegana estrita há 4 anos, apresenta-se com fadiga progressiva, parestesia em membros inferiores e glossite. O hemograma revela anemia (Hb = 8,9 g/dL) com um VCM de 115 fL e RDW aumentado. A contagem de reticulócitos está baixa. A análise do esfregaço de sangue periférico mostra macro-ovalócitos, pleocitose e neutrófilos hipersegmentados. Este quadro é altamente sugestivo de uma anemia megaloblástica, um distúrbio da maturação dos precursores eritroides devido à síntese defeituosa de DNA. Diante desta suspeita, e para estabelecer o diagnóstico etiológico definitivo, o próximo passo na investigação laboratorial deve ser:

  • A dosagem sérica de vitamina B12 (cobalamina) e de folato, pois a deficiência de um ou ambos os nutrientes é a principal causa de anemia megaloblástica, sendo que a deficiência de B12 é particularmente comum em veganos e está associada a manifestações neurológicas.
  • A dosagem de ferritina sérica e da capacidade total de ligação do ferro (TIBC), para excluir uma anemia ferropriva concomitante, que é a causa mais comum de parestesias em pacientes com anemia.
  • A realização de uma eletroforese de hemoglobina, para investigar a presença de hemoglobinopatias, como a doença falciforme, que podem cursar com macrocitose devido à alta taxa de reticulocitose compensatória.
  • A biópsia de medula óssea como exame de primeira linha, para confirmar a presença de megaloblastos e descartar a possibilidade de uma síndrome mielodisplásica, que também pode apresentar-se com macrocitose e citopenias.
  • A solicitação de um teste de Coombs direto e a dosagem de bilirrubinas e LDH, para investigar uma possível anemia hemolítica autoimune, na qual a destruição acelerada de hemácias leva a um aumento compensatório do VCM.
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