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#3672986
Texto da Questão:

Atenção: Considere o início da crônica “Sobre o inferno”, de Rubem Braga, para responder à questão. 


    “O Inferno são os outros” — diz esse desagradável senhor Sartre no final de Huis Clos, e eu respondo: “eu que o diga!” Hoje estou com pendor para confissões; vontade de abrir meu peito em praça pública; quem for pessoa discreta, e se aborrecer com derrames desses, tenha a bondade de não continuar a ler isto.  

    Conheci um homem que estava tão apaixonado, tão apaixonado por uma mulher (acho que ela não gostava dele), que uma vez estávamos nós dois num bar e no meio da conversa ele disse fremente: 

    — Isso é o maior verso da língua portuguesa! 

    Fiquei pateta, pois não escutara verso nenhum. Ele então pediu silêncio, e que ouvisse. Havia conversas na mesa ao lado, ruídos vários lá dentro, autos e ônibus que passavam, um bonde na outra rua, um violoncelo tocando num radio qualquer, e lá no finzinho disso, longe, longe, um outro radio com o samba que mal se podia ouvir e só era reconhecível pelos fragmentos de musica que nos chegavam. O maior verso da língua portuguesa estava na letra daquele samba e avisava que “Emilia, Emilia, Emilia, eu não posso mais”.  


(Adaptado de: BRAGA, Rubem. 200 crônicas escolhidas. Rio de Janeiro: Record, 2017)  

Verifica-se o emprego de palavra formada com prefixo que exprime ideia de negação em:

  • só era reconhecível pelos fragmentos de música que nos chegavam(4º parágrafo).
  • um outro rádio com o samba que mal se podia ouvir(4º parágrafo).
  • quem for pessoa discreta[...]tenha a bondade de não continuar a ler isto(1° parágrafo).
  • "O Inferno são os outros" - diz esse desagradável senhor Sartre(1° parágrafo).
  • Fiquei pateta, pois não escutara verso nenhum(4º parágrafo).
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