Se não em todas, em muitas das análises sobre o
fenômeno das fake news é possível encontrar um
sentimento comum: a frustração. Vale dizer, um olhar
pessimista e de incômodo frente à deterioração da
democracia e do espaço público autônomo constituído
pelas redes sociais. O jornalismo está estruturado em
um jogo de forças que se estabelece entre, de um lado,
incentivos gerados por imperativos econômicos e
interesses políticos; e, de outro, incentivos provenientes
da reputação e da regulação estatal. Na internet e nas
redes sociais, a tênue estabilidade entre essas forças,
que vigorava no ambiente da mídia tradicional, deu
lugar a uma relação de desequilíbrio, dada a ampliação
exponencial da ação de incentivos econômicos e
políticos e a consequente perda de relevância da
reputação, bem como a redução da intensidade da
regulação estatal. Tal desequilíbrio foi gerado por uma
conjugação de fatores, tais como a descentralização
dos meios de expressão, a redução de barreiras de
entrada no mercado, a personalização de anúncios, a
perda da importância de antigos e a ascensão de novos
intermediários.
CARVALHO, L. A democracia frustrada: fake news, política e
liberdade de expressão nas redes sociais. 2020. Disponível
em: https://revista.internetlab.org.br. Acesso em: 12
setembro. 2024
Quanto ao processo de formação de palavras
destacadas abaixo, está correto o que se afirma na
alternativa:
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