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Foi encontrada 1 questão.
#3029542
Texto da Questão:

Para responder às questões 5 e 6, leia atentamente o Texto II.


Texto II


Quando as estações mudarem


Será que uma flor

Tem medo da primavera acabar?

E com as suas pétalas de amor o vento se mudar

Será que um dia vão voltar tendo um milhão de estrelas para se guiar?

Mas uma coisa eu sei o teu perfume vai ficar

Eu vim de tão longe daqui

Eu vim de tão longe, raízes eu finquei aqui

Eu vim de tão longe pra ver o sol nascer

Eu vim de tão longe sei que outras flores vão florescer

E quando as estações mudarem

E a chuva cair

Me fazendo lembrar que tudo muda

Tudo passará

E quando as estações mudarem

E a chuva cair

Me fazendo lembrar que tudo muda

Tudo passa, tudo passará...


Fonte: Tamarindos. Quando as estações mudarem. 2020.

Sobre o processo de coesão observado em “Eu vim de tão longe daqui/Eu vim de tão longe, raízes eu finquei aqui/Eu vim de tão longe pra ver o sol nascer/Eu vim de tão longe sei que outras flores vão florescer”, é CORRETO afirmar que existe um(a):

  • reiteração, pois a repetição de sentenças, tal como “Eu vim de tão longe” implicam na ênfase da voz poética no sentido de transição.
  • associação, tendo em vista o uso de termos correlatos para favorecer a não repetição de termos, como “aqui”, pela voz poética do texto.
  • concisão, uma vez que os termos não repetidos favorecem clareza da voz poética, como em “raizes”.
  • discurso indireto, pois a voz enunciadora cita a fala de outrem na sua expressão poética, como em “Me fazendo lembrar que tudo muda”.
  • eufemismo, visto que as palavras utilizadas no texto suavizam a ideia da morte presente na voz poética, como em “Tudo passará."
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