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#2648942
Texto da Questão:

                                     Amor-próprio


      O grande cronista Rubem Braga cunha uma frase definitiva a respeito do “amor-próprio”: “Se eu conhecesse outro sujeito igual a mim, nossas relações nunca chegariam a ser grande coisa.” Isto não quer dizer, porém, que não goste de si mesmo. Significa apenas que ele é um homem que põe, sem medos tolos, a diversidade e a surpresa em primeiro lugar. O que mais o atrai na vida é, justamente, a imprevisibilidade. O amor-próprio lhe parece, então, monótono e desnecessário. Quase um vício. Ele evita essas pessoas saudáveis e resolvidas que estão sempre cuidando de si. O cuidado de si, para Braga, é uma forma de mascaramento.

      O amor-próprio de Braga se revela no uso que faz da crônica. Em suas mãos, ela é, antes de tudo, uma máquina de confessar. Praticando-a, o cronista expõe as impressões, experiências e sentimentos que o atormentam; ao escrever, enxágua a alma até a mais absoluta transparência.

(CASTELLO, José. Na cobertura de Rubem Braga. Rio de Janeiro: José Olympio, 1996, p. 56-57) 

Está plenamente correto o emprego de ambos os elementos sublinhados em:

  • É patente a admiraçãoà qualo autor do texto se vê tomado pelo cronista Rubem Braga,de cujoestilo também analisa à perfeição.
  • Não sedeveassumir como boas qualidades os vícios que, tão diligentemente,pretendem-seassim mascarar-se.
  • É comum que seregistreno estilo de um escritor sincero como Rubem Braga as marcas que em sua linguagem seimpõecomo testemunho de coragem.
  • As grandes experiências e sentimentos,de cujopeso nos curvamos, costumam refletir-se na linguagemem cujanos confessamos.
  • Nãoserápor medos tolos ou inseguranças pueris que Rubem Braga deixará de expor, nas crônicaspelas quaisse notabilizou, suas confissões mais pessoais.
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