O texto seguinte servirá de base para responder a questão.
Deixou de ser medo mesmo?
Imagina dar de cara com um medo de infância. Você
acha que vai rir e seguir em frente, até que você resolve
voltar um pouco à infância e percebe que o medo não
ficou tão para trás conforme cresceu. Vi no Twitter uma
corrente sobre medos irracionais e encontrei a imagem
do lobo mau do Castelo Rá Tim Bum, que já tinha me
tirado o sono. Decidi rever o episódio para ver se ele era
mesmo tão assustador quanto eu lembrava.
Revendo hoje, aos 23, notei que tudo era divertido até o
lobo aparecer. Quando surgiu em close, fechei os olhos
como se fosse criança, mesmo sabendo que era só uma
fantasia. O episódio continuou, os conflitos se
resolveram e eu ainda olhava para a tela com os olhos
entreabertos sempre que o lobo surgia.
A fantasia era realmente muito feia, e entendi por que
meu eu pequeno teve pesadelos. Ainda assim,
reencontrei uma memória afetiva e até engraçada. Acho
que hoje o lobo já não me tira o sono − os medos de
gente grande fazem isso, mas rendeu uma boa história
para guardar e contar.
Texto Adaptado
BARBOSA, Catarina Virginia. Deixou de ser medo mesmo? In: Livros
Abertos USP. São Paulo: Universidade de São Paulo. Disponível em:
https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/downlo
ad/730/648/2404?inline=1 . Acesso em: 12 nov. 2025.
No texto, a narradora declara que reencontrou "uma
memória afetiva e até engraçada", mesmo após recordar
o medo que sentia do lobo. Considerando o valor
semântico das palavras no contexto, o emprego da
expressão "memória afetiva":
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