Estudo mostra impacto severo e prolongado da
pandemia na saúde mental dos médicos.
Participantes apresentam burnout, depressão e trauma
intenso. Demonstram ainda um sofrimento psicológico
persistente, com queixas contínuas de exaustão emocional acumulada desde a pandemia.
Um em cada três médicos que participaram num
estudo sobre o impacto da pandemia na saúde mental destes profissionais apresentam trauma psicológico intenso, 10% admite ideação suicida e quase
metade tem elevados níveis de ansiedade.
O estudo, desenvolvido pela Federação Nacional dos
Médicos (FNAM), em colaboração com a Faculdade de
Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade
do Porto, mostra um “impacto severo e prolongado”
da pandemia de covid-19 na saúde mental dos médicos em Portugal.
Segundo os dados recolhidos dos 130 profissionais
que participaram nesta análise, 28% apresenta burnout elevado, 39% depressão elevada e 34% apresenta trauma psicológico intenso.
O estudo mostra ainda um sofrimento psicológico
persistente, com queixas contínuas de exaustão emocional acumulada desde a pandemia.
Apesar de reconhecer limitações no estudo elaborado,
tendo em conta o reduzido número de profissionais
que participaram e a sua distribuição geográfica, a
FNAM considera, em comunicado, que o trabalho “é
um alerta incontornável”.
“Os médicos sofrem com o desgaste físico, emocional e
mental da sua profissão”, refere a FNAM, alertando que
“é urgente cuidar de quem salva vidas”.
Tendo em vista que a matéria apresentada no
Texto 1 pertence aos gêneros jornalísticos, é correto
afirmar que o lide por ele apresentado tem como principal função:
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