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#3705648

Mulher de 34 anos, G3P2, com 27 semanas de gestação, comparece ao pronto-socorro com queixa de tosse, febre alta e dispneia progressiva há 4 dias. Apresenta histórico prévio de cardiopatia reumática com valvopatia mitral moderada, sem acompanhamento regular. Evolui rapidamente com insuficiência respiratória grave, necessitando de intubação orotraqueal e internação em UTI. Mesmo com suporte ventilatório e antibioticoterapia, evolui com choque refratário e óbito em 48 horas.
A análise do caso permite concluir que

  • se trata de morte materna de causa obstétrica direta, pois a gravidez desencadeou a descompensação da cardiopatia.
  • se trata de morte materna de causa obstétrica indireta, e a gravidez deve constar como condição contribuinte no atestado.
  • não é considerada morte materna, pois decorreu de doença preexistente não relacionada ao parto ou à gestação.
  • se trata de morte materna acidental, já que não ocorreu durante o parto ou puerpério imediato.
  • se trata de morte materna cuja causa básica no atestado de óbito deve ser registrada como “gestação de 27 semanas”, uma vez que a gravidez foi o fator desencadeante do óbito.
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