Sem o reconhecimento da diversidade religiosa, em muitas escolas públicas, currículos, ritos e ritmos escolares colaboram
para a manutenção dos rótulos e preconceitos perante algumas expressões religiosas e não religiosas. O calendário escolar
restringe-se à comemoração das datas e festas previstas na liturgia cristã, contando, frequentemente, com a presença de
seus líderes na realização de celebrações, comemorações e formaturas. A reprodução de tais relações e práticas perpetua
uma cosmovisão padronizadora de comportamentos, ritmos, aprendizagens e identidades, em que a diversidade religiosa é
caracterizada mais por ausências do que presenças.
CECCHETTI, E. Diversidade religiosa e currículo escolar: presenças, ausências e desafios.
Disponível em: www.ucs.br. Acesso em: 5 maio 2025 (adaptado).
Em uma escola onde as datas comemorativas ainda são majoritariamente vinculadas ao calendário cristão, uma professora de
filosofia, dialogando com seus estudantes, ouve que muitos deles não reconhecem que suas crenças intimas estão representadas
nos referidos eventos comemorativos. Como recurso didático, a professora apresenta fragmentos e aforismos de Kierkegaard
e Nietzsche e conduz estudos e discussões problematizadoras a respeito da diversidade de práticas e crenças religiosas e
não religiosas. Considerando que há uma grande diferença entre as práticas institucinalizadas e as vivências subjetivas,
qual das assertivas corresponde conceitualmente às teorias de Kierkegaard e Nietzsche a respeito dos modelos de religiões
institucionalizadas?
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