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#3703048
Texto da Questão:

 Sem o reconhecimento da diversidade religiosa, em muitas escolas públicas, currículos, ritos e ritmos escolares colaboram para a manutenção dos rótulos e preconceitos perante algumas expressões religiosas e não religiosas. O calendário escolar restringe-se à comemoração das datas e festas previstas na liturgia cristã, contando, frequentemente, com a presença de seus líderes na realização de celebrações, comemorações e formaturas. A reprodução de tais relações e práticas perpetua uma cosmovisão padronizadora de comportamentos, ritmos, aprendizagens e identidades, em que a diversidade religiosa é caracterizada mais por ausências do que presenças.

CECCHETTI, E. Diversidade religiosa e currículo escolar: presenças, ausências e desafios.

Disponível em: www.ucs.br. Acesso em: 5 maio 2025 (adaptado).

Em uma escola onde as datas comemorativas ainda são majoritariamente vinculadas ao calendário cristão, uma professora de filosofia, dialogando com seus estudantes, ouve que muitos deles não reconhecem que suas crenças intimas estão representadas nos referidos eventos comemorativos. Como recurso didático, a professora apresenta fragmentos e aforismos de Kierkegaard e Nietzsche e conduz estudos e discussões problematizadoras a respeito da diversidade de práticas e crenças religiosas e não religiosas. Considerando que há uma grande diferença entre as práticas institucinalizadas e as vivências subjetivas, qual das assertivas corresponde conceitualmente às teorias de Kierkegaard e Nietzsche a respeito dos modelos de religiões institucionalizadas?

  • Kierkegaard destaca que eventos de exteriorização do cristianismo são manifestações de eurocentrismo e etnocentrismo do cristianismo pelo mundo; e Nietzsche rejeita radicalmente o cristianismo institucional, por seu papel sociopolítico na perpetuação das desigualdades sociais.
  • Kierkegaard adverte que o cristianismo institucionalizado é prejudicial à consumação de uma Filosofia cristã caracterizada pela objetividade; e Nietzsche critica a religiosidade cristã, por qualificá-la como obstáculo à emancipação das sociedades humanas mediante o conhecimento científico.
  • Kierkegaard entende que os ritos de religiões institucionalizadas não se vinculam à autêntica subjetividade cristã com a qual os seres humanos realizam sua humanidade; e Nietzsche avalia o cristianismo como metafísica que desvaloriza a vida efetiva dos seres humanos no mundo.
  • Kierkegaard considera que eventos de natureza religiosa cristã dificultam a ascensão dialética do indivíduo para o estágio ético da existência; e Nietzsche compreende o cristianismo como empecilho cultural à realização plena da natureza humana essencialmente raciona
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