No Brasil diversos surtos de doença de Chagas aguda por
transmissão oral têm sido relatados, inclusive com óbitos.
Os alimentos mais relacionados a estes casos foram caldo de
cana, açaí e suco de acerola (colhidas de uma árvore próxima a
um galinheiro). Possivelmente triatomíneos foram triturados com
as frutas, contaminado o suco.
Os sinais e sintomas mais relatados foram febre e fraqueza,
seguidos de mialgia, prostração, inapetência e edema de
membros inferiores. Têm sido relatados também o exantema
cutâneo, hemorragia digestiva (hematêmese, hematoquezia ou
melena), icterícia, aumento das aminotransferases, além de
quadros mais frequentes e mais graves de insuficiência cardíaca
(miocardite, pericardite, derrame pericárdico e pleural, tosse,
palpitações e arritmias). Fenômenos de enterite, abdome agudo,
sangramento fecal, choque, hepatite focal podem ocorrer e têm
significação prognóstica variada, devendo ser rotineiramente
pesquisados e monitorados. Ressalta-se que a morbimortalidade
é mais elevada na transmissão oral que a observada nos casos
agudos por transmissão vetorial.
Para o tratamento da doença de Chagas, a droga de escolha é o
benznidazol, sendo que o nifurtimox pode ser uma alternativa em
casos de intolerância.
Em relação ao mecanismo de ação do benznidazol, é correto
afirmar que
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