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Foi encontrada 1 questão.
#2214804
Texto da Questão:

Leia atentamente o texto a seguir, extraído de um dos discursos do Barão do Rio Branco, o patrono da diplomacia brasileira, para responder a questão.


“Ser, como fui desde a adolescência e na idade viril, um estudioso do nosso antigo passado militar; ter sido, sempre que pude, em outros tempos, tanto aqui quanto no estrangeiro, um modesto divulgador de feitos gloriosos da nossa gente portuguesa e brasileira de outrora na defesa e dilatação do território do Brasil; prezar constantemente os que se dedicam à carreira das armas, indispensável para a segurança dos direitos e da honra da pátria; tudo isso, meus senhores, não significa que eu tenha sido ou seja um ‘militarista’, como, no ardor das recentes lutas políticas, me acoimaram às vezes de o ser em alguns dos combatentes, mal informados dos meus sentimentos e ações. Também todos os meus atos e afirmações solenes no serviço diplomático, continuando no desempenho das funções que desde alguns anos exerço, protestam contra as tendências belicosas e imperialistas que alguns estrangeiros e nacionais me têm injustamente atribuído. Nunca fui conselheiro ou instigador de armamentos formidáveis, nem da aquisição de máquinas de guerra colossais. Limitei-me a lembrar, como tantos outros compatriotas, a necessidade de, após vinte anos de descuido, tratarmos seriamente de reorganizar a defesa nacional seguindo o exemplo de alguns países vizinhos, os quais em pouco tempo haviam conseguido aparelhar-se com elementos de defesa e ataque muito superiores aos nossos”.

Tendo por base a interpretação desse excerto, pode-se afirmar que o seu autor:

  • apesar de não se ver como militarista, não deixava de destacar a importância do exército para a defesa nacional.
  • considerava que a garantia dos direitos e liberdades da pátria deveria ser amparada e protegida por leis apenas, e não por armas.
  • lutava em prol das mais rigorosas tendências anti-armamentistas, segundo as quais os exércitos nacionais deveriam ser extintos.
  • via como necessária a transformação do Brasil em uma verdadeira “máquina de guerra”, para confrontar os países vizinhos.
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