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#3185048

As Américas Central e do Sul estão altamente expostas, vulneráveis e fortemente afetadas pelas alterações climáticas, uma situação amplificada pela desigualdade, pobreza, crescimento populacional e elevada densidade populacional, alterações no uso dos solos, especialmente desflorestamento com a consequente perda de biodiversidade, degradação do solo e alta dependência das economias nacionais e locais dos recursos naturais para a produção de commodities.
CASTELLANOS, E. J. et al. 2022: Central and South America. In: Climate Change 2022: Impacts, Adaptation and Vulnerability. Contribuição do Grupo de Trabalho II para o 6o Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental das Alterações Climáticas.
Disponível em: https://www.ipcc.ch/report/ar6/wg2/downloads/outreach/IPCC_AR6_WGII_FactSheet_CentralSouthAmerica.pdf. Acesso em: 27 dez. 2023. (tradução nossa). Adaptado.

No que diz respeito às implicações e às consequências socioeconômicas das mudanças climáticas no Brasil, para o caso de uma inobservância de políticas públicas ambientais urgentes e eficazes, alerta-se para os(as)

  • danos que ocorrerão à vida e à infraestrutura do país, causando impactos irreparáveis à habitação, já precária, de milhares de brasileiros, devido a inundações, deslizamentos de terra, aumento do nível do mar, tempestades, ondas e erosão costeira.
  • efeitos das alterações climáticas que serão setoriais e não sistêmicos, pois grande parte da economia brasileira não está associada ao uso dos recursos naturais, nem tem relação com o meio ambiente.
  • impactos socioeconômicos causados pela alteração do clima, ainda que sejam mínimos, pois o país em pouco ou nada contribui para a mudança climática, priorizando fontes de energia renováveis em detrimento do uso de combustíveis fósseis.
  • prejuízos provocados pelo desmatamento florestal, devendo-se incentivar práticas não sustentáveis de produção agrícola e industrial para diminuir os efeitos mais drásticos das alterações climáticas, em especial nas populações mais vulnerabilizadas.
  • mudanças de comportamentos individuais, adotadas por meio do manejo singular de recursos materiais e simbólicos de forma voluntária e resolutiva, de modo  a torná-los suficientes para dirimirem os efeitos da mudança climática, independentemente das políticas públicas dirigidas pelo Estado.
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