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#3392648

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição clínica multifatorial caracterizada por níveis elevados e sustentados de pressão arterial (PA). Associa-se frequentemente a alterações funcionais e/ou estruturais dos órgãos-alvo (coração, encéfalo, rins e vasos sanguíneos) e a alterações metabólicas, com consequente aumento do risco de eventos cardiovasculares fatais e não-fatais. Considerando a urgência hipertensiva (UH) e a emergência hipertensiva (EH), faz-se possível afirmar:

  • A UH é a elevação crítica da pressão arterial, em geral pressão arterial diastólica ≥ 120 mmHg, cursa com estabilidade clínica, e importante comprometimento de órgãos-alvo.
  • Na UH, a pressão arterial deverá ser tratada com medicamentos por via oral buscando-se redução da pressão arterial em até 24 horas.
  • A carência de alternativas eficazes e mais bem toleradas tornam o uso de nifedipino de curta duração ainda recomendável quando da UH, apesar do risco de importante estimulação simpática secundária.
  • Na EH, depois de obtida a redução imediata da pressão arterial, deve-se iniciar a terapia antihipertensiva de manutenção e interromper a medicação parenteral. A hidralazina é indicada nos casos que cursam com síndromes isquêmicas miocárdicas agudas e de dissecção aguda de aorta.
  • UH e EH podem estar associadas a acidente vascular encefálico, edema agudo dos pulmões, síndromes isquêmicas miocárdicas agudas e dissecção aguda da aorta. Nesses casos, há risco iminente à vida.
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