As condições de vida no Centro-Oeste se aproximaram
das do Sul e do Sudeste, no período entre 1995 e 2005. Já as
do Norte e do Nordeste ainda estão bem distantes. Esta última
foi a região que mais evoluiu proporcionalmente no período,
mas continua em pior situação geral que as demais
São os principais retratos obtidos com o Índice de
Desenvolvimento Social (IDS) que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) acaba de divulgar. O
IDS é formado a partir de dados de saúde, educação e renda
extraídos de pesquisa realizada pelo IBGE. O IDS vai de 0, a
pior avaliação, a 1, a melhor.
Todas as regiões melhoraram no período, mas não uniformemente. O IDS do Nordeste subiu de 0,13 para 0,30. O do
Sudeste passou de 0,64 para 0,74 e o do Sul passou de 0,54
para 0,68. Sudeste e Sul mantiveram suas posições, respectivamente, de liderança e segundo lugar no ranking das melhores condições sociais e melhoraram indicadores de educação e
saúde. No caso do Sul, houve também aumento de renda.
A região onde houve maior crescimento de renda foi o
Centro-Oeste, com um salto no indicador. O BNDES não investigou as causas dessa variação de renda, mas é possível que
isso se deva, pelo menos em parte, ao crescimento do
agronegócio na região. Com isso, e com melhores resultados
em educação e saúde, o IDS do Centro-Oeste, que em 1995
era de 0,44, relativamente próximo do índice da região Norte,
cresceu para 0,61, bem perto do índice do Sul.
O índice do Norte passou de 0,32 para 0,36 de 1995 a
2005. Entre 2003 e 2005, a região sofreu redução em
indicadores de saúde e educação, destoando das demais. As
maiores desigualdades estão relacionadas à proporção de
domicílios ligados à rede de esgotos. Enquanto essa proporção
é de 8,3% no Norte, no Sudeste ela é dez vezes isso: 83,5%
das residências são ligadas à rede.
(Adaptado de Adriana Chiarini. O Estado de S. Paulo, Vida &,
25 de maio de 2007, A19)
De acordo com o texto, conclui-se que o IDS