“Até a descoberta dos metais preciosos a colonização foi marcada pela grande propriedade onde se cultivava
predominantemente um gênero destinado à exportação com base no trabalho escravo. A afirmativa de que a Plantation
foi a forma básica da colonização foi criticada por alguns historiadores que o projeto ‘plantacionista’ era assumido pela
classe dominante colonial, mas a Coroa sempre se preocupou em diversificar a produção e garantir o plantio de gêneros
alimentícios para o consumo da própria colônia. Houve uma excessiva redução da estrutura social a senhores e escravos
esquecendo-se a importância dos brancos e ignorando-se a existência de um campesinato – pequenos proprietários.
Além disso, o negócio da escravidão resultou na cumulação urbana propiciado por capitais investidos no tráfico de
escravos. Esse grupo de traficantes não se especializava apenas no comércio de homens, dedicando-se também aos
investimentos em prédios urbanos, à usura e às operações de importação e exportação.”
(Fausto, 2002.)
Dentre as marcas deixadas pela grande empresa monocultora que caracterizou o Brasil no período colonial podemos
destacar:
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