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#2411004
Texto da Questão:

Cantigas de roda

Há quem veja tão somente fantasia e ingenuidade nas palavras das cantigas de roda: “Ciranda, cirandinha / Vamos todos cirandar"... Mas há algumas que fazem pensar, e muito: vão bem mais fundo do que parecem. Têm, às vezes, versos trágicos, como estes: “Menina, minha menina / Faz favor de entrar na roda / Cante um verso bem bonito / Diga adeus e vá-se embora". Trágicos, sim: podem ser ouvidos e entendidos como uma síntese da nossa vida, do tempo curto da nossa vida, a que viemos para entrar na roda, cantar alguma coisa de nós e partir... para sempre. É pouco? É tudo. E tem gente que vai embora sem nunca ter cantado coisa nenhuma. A escritora Orides Fontela usou esses versos populares como epígrafe de seu livro de poemas Helianto. Era a dona de uma poesia fina e trágica, cantava como poucos.

(Carlos Rossignol, inédito)


Há muita gente que, sem mesmo dar-se conta disto, parte desta vida sem nada ter cantado.

A frase acima conserva o sentido básico e mantém a correção nesta outra forma:

  • São muitos os que partem desta vida sem sequer se darem conta de que nada cantaram.
  • Por não se dar conta desta vida, há muitos que partem sem ter nada cantado.
  • Os que se vão sem ter nada cantado são muitos, que tão pouco se deram conta disso.
  • Muitos partem desta vida sem nada cantar, sem se dar conta de que são muitos os que o fazem.
  • Ainda que não se deem conta disso, há muita gente que canta muito antes de partir.
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